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QUEDA DA SELIC
Noticia importante para quem está sempre ligado no mercado imobiliário!
Selic cai para 13,75%: o que isso muda (e o que ainda não muda) para quem vai financiar um imóvel
O Copom reduziu a Selic de 14% para 13,75% ao ano — a quinta queda seguida, num momento em que a inflação vem desacelerando. Para quem sonha com a casa própria, a notícia é positiva, mas merece um olhar mais atento antes de comemorar.
Por que isso importa para o financiamento imobiliário
A Selic influencia o custo de captação dos bancos, e isso pode, com o tempo, se refletir em juros menores nos novos financiamentos. Mas atenção a um ponto importante: queda da Selic não significa juros mais baratos de imediato — nem na mesma proporção.
Segundo o Banco Central, esse efeito pode levar cerca de 12 meses para aparecer nas taxas de financiamento habitacional. E a relação também não é de 1 para 1: historicamente, cada 1 ponto percentual de queda na Selic corresponde, em média, a apenas 0,43 ponto percentual de redução nos juros do financiamento — e olhe que essa média não é garantida.
Isso acontece porque os bancos também levam em conta as expectativas futuras de juros, o custo de captação, a disponibilidade de recursos, o risco de crédito e a própria estratégia comercial na hora de montar as condições de um novo contrato. Por isso, mesmo com os cortes recentes, o crédito imobiliário ainda não sentiu esse movimento por completo — as taxas seguem altas.
Já tenho financiamento. Minha parcela vai cair?
Não automaticamente. Se o seu contrato é prefixado, a taxa continua a mesma até o fim. Se é indexado, qualquer mudança segue o indicador combinado no contrato — e o valor da parcela também depende do sistema de amortização, da TR (ou outro indexador), de seguros e tarifas.
Se você contratou crédito em um período de juros mais altos, vale a pena ficar de olho nas condições que o mercado está oferecendo agora e avaliar alternativas como portabilidade, renegociação ou uso do FGTS, quando possível.
Uma dica na hora de comparar propostas
Não olhe só a taxa de juros anunciada. O que realmente importa é o Custo Efetivo Total (CET), que já inclui juros, seguros e demais custos da operação — é ele que mostra o custo real do financiamento.
O que fica de recado
A sequência de cortes é uma boa notícia para o mercado imobiliário, mas os efeitos sobre o poder de compra vão aparecer aos poucos. O que realmente vai definir se o crédito fica mais barato daqui para frente é a trajetória dos próximos meses: a continuidade dos cortes, o comportamento da inflação e as condições de captação dos bancos.
Ficou com dúvidas sobre o melhor momento para comprar, vender ou revender seu imóvel? Fale comigo.
Márcia Gonçalves — Especialista em Revenda Imobiliária
A reVENDA não para!
Por Márcia Gonçalves